segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Meying

Meiyings são cheirosas, meigas e  bonitas
Entre poucas outras já achadas;
Sabem que têm cheiro de rosas
Mas não se permitem ser cheiradas.

Essa flor veio de uma semente sem sol e sem amor,
De outra flor murcha que não via o amanhecer
Naquela forma tão sombria este era seu temor
Se por um dia poderia florescer.

Ao morrer tal flor soturna lançou sua semente
O vento se encarregou de seu papel solene;
Em um belo jardim caiu e descansou,
Entre várias outras, Meiying se arraigou.

Ainda que não saiba do seu triste passado
Meying cresceu vendo sol o iluminado.
Os que olham sua beleza não conseguiam imaginar
Que de tal sofrimento uma graça iria germinar.

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